Os tons de púrpura se misturavam com a escuridão e o brilho dourado das pequenas luzes, liberavam gotas de mistério.
Sentada e distante, eu o admirava. Ele era feito de noite, a mais doce, a mais perigosa. Feito de tempestade e de ventania, a mais fresca, a mais livre.
Sua boca rugia canções em tons de estrelas e a sua força me atraía para ele.
Ele era feito de ferro, de mar e de notas musicais desconhecidas. Eu apenas o admirava, de longe, em silêncio e sem expectativas.
Não o podia tocar, não o podia ter, pois a noite sempre vai embora e o universo se derrama em passado. Ele sempre vai ser inalcançável, intocável e desfeito pra mim.
Ele sempre vai ter cheiro de por do sol e beleza de outono.
Ele tem o toque de mil sinfonias e o abraço, eu apenas imagino, com calor de um doce aconchego.
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